segunda-feira, 2 de abril de 2012

Estranhices cotidianas.

O que é estranho? Que direito temos de chamar algo estranho?
Na verdade, não existem coisas normais. Existem, sim, coisas mais praticadas e outras menos. Um dia desses eu andava pelo centro da cidade e deparei-me com uma cena que a meu ver era estranha. A cena? Uma mulher comendo um tomate em plena rua principal da cidade. Sim, ela degustava a fruta, para quem não sabe, tomate é fruta sim, e ela degustava a fruta como se estivesse degustando algo com doce néctar. Eu acho tomate azedo e particularmente odeio quando vou comer sanduíche e está lá no meio uma GROSSA fatia de tomate.

Mas por que eu achei a cena estranha? Porque não gosto tanto assim de tomate? Provavelmente! Aí está o grande vilão que nos faz tachar certas atitudes como estranhas. Deixamos nosso gosto, nosso íntimo julgar por nós e muitas vezes inconscientemente.

Quantas vezes também não somos nós julgados estranhos por nossas atitudes? Depende no ponto de vista, depende do referencial, depende da cultura... Hoje mesmo estávamos meu pai e eu discutindo sobre o por quê de os orientais comerem de palitinhos. É tão difícil comer com aquilo! E para uma criança também aprender a usar de talheres não é uma tarefa fácil, entretanto aprende-se e adquire-se habilidade e tem aqueles que abusam dos talheres. Se tem!

O que mais me fascina nesse mundo humano é a singularidade e a particularidade de cada um. Viveríamos, sem dúvida, em um mundo melhor se aprendêssemos a respeitar as diferenças, as estranhices alheias e assumíssemos nosso papel de estranhos, afinal, ser estranho, ser diferente é que é o normal.

3 comentários:

  1. Vim fazer uma visitinha e desejar sucesso ao blog!
    Já estou seguindo!

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  2. Obrigado Carmélia! Peço que tenhas paciência uma vez que estou iniciando nesse ramo e ainda me falta muita experiência, mas estou bem disposto a aprender, a errar.

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  3. Gostei do Texto ED! Compartilho contigo essa ideia! Sucesso sempre!

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